SOLTEIRO QUE VAI À LUTA

O baiano Rafael Chaves tem arsenal de paquera com mais de 200 itens

O baiano Rafael Chaves tem arsenal de paquera com mais de 200 itens (Foto: Henrique Martins/G1 BA)

O gerente administrativo Rafael Chaves, 35 anos, trava uma disputa contra a palavra “namoro”. Solteiro convicto, o arsenal de “guerra” conta com mais de 200 itens, que são levados por noites de baladas na Bahia e no Brasil. Os locais para guardar os objetos de paquera são estratégicos. As bermudas têm que ter mínimo de oito bolsos. Ele defende a destruição de qualquer barreira que se coloque à frente da sua liberdade. Nesta sexta-feira (15), quando é comemorado o Dia do Solteiro, conheça as artimanhas do baiano.

PIGbefunky_img_4900.jpg“Estamos nessa guerra aí. Sou solteiro e convicto”, garante. De antemão, anuncia que já tem nome de guerra. “Todos me conhecem como PIG”. Antes da conversa, ele também já esclarece: “Para você ter uma ideia, eu nem consigo pronunciar aquela palavra estranha que começa com ‘NA’ e termina com ‘Moro’. Uma agonia danada só de ouvir”, deixa claro, exigindo não escutá-la.

Assim, ele coloca os itens de guerra na mesa de combate. Apaixonado pela arte da conquista, ele diz que batalha contra o namoro não se opõe à suavidade. “Eu prezo, inicialmente, pela sutileza e pela educação. Começo tudo com uma florzinha. A partir daí, com o desenrolar da conversa, eu vou apresentando o kit”, detalha.

Se conseguir o primeiro sorriso, meio caminho já foi andado. Caso contrário, ele não considera que os passos foram percorridos em vão. Dentre os itens de conquista do solteiro, exite ainda uma identidade customizada com a foto do galanteador. “Pergunto: Você para a festa para não ficar com ninguém? Ela responde: Sim. Aí, eu mostro a minha identidade. Aqui estou: Ninguém”.

No ombro, ele anda com um pinto conselheiro. “Rufu”, como é chamado o mascote, tem o poder de indicar em que o solteiro conquistador deve se aproximar. “Boto ele no ombro. A gente vê a menina. A gente conversa e ele dá o sinal de positivo para abordar”, explica. Caso a tática não dê certo, vale apostar pelo biscoito da sorte. “Eu tiro o biscoito do bolso. Tipo um biscoitinho chinês. Ela quebra e dentro tem a sorte: eu”, diz.

Caso digam que ele não vale nada, ele também vem acompanhado de nota fiscal. “Moreno, alto, bonito e sensual”, informa o documento com os predicados do produto. Até uma certidão de casamento, válida por uma noite, é usada como instrumento de guerra. “Tenho o espaço certinho para a escolhida assinar. Tem até o nome da minha mãe. Ela ficou danada quando viu, mas vamos em frente”, disse.

solteiroHistórias – Com tantas táticas de guerra, Rafael Chaves diz que tem cumprido a missão de estar tranquilo, mas nunca só. “É uma infinidade”, diz sobre a quantidade de breves casos que vem mantendo desde 2002, quando a tática de guerra vem sendo aplicada.

Ele diz que também já levou muitos “não”, mas se diverte ao falar que viveu até hoje grandes histórias. “Uma certa feita, no Carnatal [em Natal, RN], estava mostrando a bolinha para a menina [um dos instrumentos de conquista]. Aí veio a polícia, que estava sendo chefiada por uma policial. Ela tava achando que tinha droga na bolinha. Aí me abordaram e começaram a tirar coisas do meu bolso. O que é isso? Foi perguntando. Aí eu fui explicando: florzinha, coração, anel. Os policiais que estavam com ela começaram a dar risada. Ela estava com a cara feia. No final das contas, eu acabei ficando parceiro da policial”, lembrou aos risos.

Com 35 anos, PIG conta que só namorou duas vezes. Em 1998, o namoro durou dois anos; em 2008, o namorou durou um ano. “Parece que é cabalístico: só em 2018 agora e olhe lá”, disse convicto, feliz com a vida de solteiro. “Eu não vislumbro num futuro próximo mudar de estado civil”, garantiu.

Rafael Chaves, que mora com a mãe, em Salvador, tem três irmãos. “Os três fizeram besteira e casaram. O mais novo foi o primeiro, coitado”, brincou. Ele fala que a mãe já lhe entregou um imagem de Santo Antônio, esperando vê-lo casado, mas ele antecipa que não tem a mínima pressa. “Eu não vislumbro num futuro próximo mudar de estado civil. No momento, eu sou solteiro convicto. Ainda assim, acredito no amor”, explicou.

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