NEGÓCIOS DE PAI PARA FILHO

Raissa, Leo Pai e Leo Filho_Foto_Felipe MenezesHá sete anos, a família Bottarga decidiu ter um negócio. O pai, Leo, queria montar algum empreendimento onde os filhos, Leo e Raissa, de 30 e 26 anos, respectivamente, pudessem desempenhar seu trabalho e a mãe, Maria Tereza, sugeriu montar um restaurante. “Com ajuda de um grande amigo da família, o renomado chef Felipe Bronze, que tem, inclusive, um quadro no Fantástico, nossos pais fizeram uma pesquisa e montaram um cardápio, que tem a cara de Brasília”, conta a empresária Raíssa. Hoje, a família atua no Espaço Maria Tereza, que possui três negócios diferentes: restaurante, bar e café, batizados de Bottarga Restaurante, Bar Bottarga e Café das 5, além do próprio espaço, localizado no Lago Sul, que trabalha com decoração de festas finas da cidade. “Mas somos nós, eu e minha irmã, que comandamos o negócio”, afirma Leo, o filho, que atua como diretor de planejamento, enquanto Raissa é a diretora financeira e suprimentos.

Nícolas Fujimoto,a mãe Sônia Fujimoto, o pai Reinaldo Fujimoto e Nathália Fujimoto _Felipe Menezes (1)Já a família Fujimoto está no ramo da alimentação há nove anos. Começou quando o pai Reinaldo, hoje com 57 anos, aposentado do Banco do Brasil, comprou uma franquia de comida chinesa e logo expandiu para outras regiões da cidade. Os filhos, Nicolas, de 27 anos, e Nathalia, de 30 anos, sempre trabalharam nas lojas e aprenderam a gerenciar um negócio. Alguns anos depois, cada filho ficou com uma empresa. A família adquiriu uma franquia de comida japonesa e, então, surgiu a vontade de ver um restaurante próprio. “A ideia de partir para o negócio próprio é a liberdade de criar espaço, pratos e fazer da forma que você quer e poder dar a sua cara”, explica Nicolas. E foi assim que surgiu o La Bonne Fondue, há quatro anos, e o Duoo, há três meses. Neste último, Nicolas é sócio do amigo Milton Santos.

Herança musical

Wagner Simão e Wagner SarkisWagner Sarkis teve três filhos homens e os criou para que trabalhassem nas empresas da família. Mas o caçula, Wagner, justamente o que herdou o nome do progenitor, não seguiria o mesmo passo que os irmãos mais velhos, Felipe e Emmanuel, rumo aos negócios do pai. Desde pequeno, o rapaz sempre gostou muito de música. Já adulto, em paralelo à faculdade de direito,Wagner tocava profissionalmente ao mesmo tempo em que atuava nos departamentos jurídico, financeiro e contábil do grupo empresarial familiar. Mas, quando o engajamento na empresa foi se tornando cada vez mais sério, ele teve que tomar uma decisão. Em novembro de 2012, o pai e os irmãos o chamaram para uma conversa e decidiram, em família, que Wagner deveria se afastar dos negócios da família para se dedicar inteiramente à música. “Meu pai sempre me apoiou em tudo, inclusive partiu dele a ideia de me dedicar exclusivamente à música. Foi o primeiro a acreditar em mim e hoje ele e meus irmãos gerenciam a minha carreira”, conta o cantor, que adotou o nome artístico de Wagner Simão, em homenagem ao avô, e tem no pai uma figura muito próxima na carreira. “Ele é meu empresário. Como ele já tem esse tino comercial, tenho a garantia de que meu talento vai dar lucro”, finaliza.

Ruan e FrancoNa contramão de Wagner Simão, o sertanejo Ruan, da dupla Henrique e Ruan, foi inspirado pelo pai a seguir a carreira musical. O cantor conta que sempre via o pai, Franco, hoje com 67 anos, com o violão na mão e cantando em casa. Desde criança, Ruan – cujo nome de batismo é Daniel – conta que brincava de fazer shows, colocava ursos de pelúcia como plateia e usava um cabo de vassoura como pedestal. “Meu pai sempre me levava para shows e me chamava cantar. Eu sempre acompanhei e admirei muito meu pai. Ele é meu ídolo, professor e conselheiro. Vê-lo cantando, compondo e falando de música me inspirou”, desabafa. A parceria de pai e filho nunca esfriou. Sempre que estão juntos, Ruan convida o pai para cantar com ele nos shows. Franco compôs a música “Telefone Mudo”, que é o maior hino da música sertaneja, sendo uma das obras mais regravadas. E é essa canção que os dois entoam juntos nos shows. Em 2009, Franco fez participação especial no DVD “Henrique e Ruan – Nossa História”, cantando o hino sertanejo.

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