ENERGIA TOMA CONTA DE BRASÍLIA

3O centro da capital do país mudou de cara na manhã deste domingo (15). Em vez de carros, bicicletas, e no lugar de trabalhadores, uma multidão de torcedores. Os brasileiros, com a energia habitual, vestiram a camisa verde e amarela, mas dividiram a torcida entre a Suíça e Equador no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

18Como o trânsito próximo ao estádio fechou às 7h, moradores e turistas aproveitaram para circular pela cidade em cima de duas rodas, a maioria para ver de perto a movimentação próximo à arena. Esse foi o caso da administradora Adriana Fernandes, de 37 anos, que saiu do Riacho Fundo, cidade onde mora, para experimentar as “bikes” – como as chamou – do programa de bicicletas compartilhadas, do GDF.

“Estou completamente maravilhada com essa ação do governo. Nossa cidade merecia esses equipamentos, que não são de qualquer qualidade, elas são muito boas. Sempre andei de bicicleta quando vou passar férias no Rio de Janeiro e achei que nossa capital necessitava desse tipo de transporte. É muito emocionante ter a Copa em nossa cidade”, disse com empolgação a administradora.

O analista de sistemas Diogo Maciel, de 29 anos, também preferiu circular pela cidade em cima de sua bicicleta para ver de perto a energia de moradores e turistas. “Moro aqui no Sudoeste e quis sair de casa para ver de perto o movimento. Acho muito bom as pessoas estarem utilizando bicicletas aqui em Brasília. Quando morava em Recife, ia trabalhar nela e agora vou voltar a ter esse costume”, declarou.

A movimentação de pedestres próximo ao estádio também surpreendeu. Além daqueles que só queriam estar o mais perto possível da Copa do Mundo, milhares de torcedores faziam farra na fila de entrada do  Mané Garrincha. A energia do Mundial estava estampada nos rostos dos europeus e dos sul-americanos, especialmente dos equatorianos,  que deixaram fluir a alegria por meio de músicas e gritos de guerra.

Muitos brasileiros decidiram torcer para a seleção equatoriana por ser um país da América do Sul, como foi o caso da professora Mira Del Castilho, de 40 anos. “Arrisco um placar de 2 x 0 para o Equador. Essa é a primeira vez que venho a um estádio em uma Copa do Mundo. Estou muito emocionada. Estou amando, estou adorando. Brasília está linda, super organizada, tudo perfeito, na paz”, ressaltou.

Outros aproveitaram o momento e a quantidade de pessoas para arrecadar dinheiro, como a seleção brasileira de ginástica acrobática, que embarca para a França no dia 25 de junho. “Tivemos a ajuda da secretaria de Esportes, mas faltou ainda recurso para que consigamos viajar. Mas tenho certeza que com a ajuda dessas tantas pessoas aqui vamos conseguir”, afirmou com convicção a coordenadora da associação, Vivian Justo, 34 anos.

ATENDIMENTO AOS TURISTAS – Até as 12h30, o Centro de Atendimento ao Turista (CAT) mais próximo ao estádio tinha atendido 50 pessoas, mas a expectativa é que esse número chegue a 200 até o final do dia. De acordo com eles, as dúvidas mais frequentes dizem respeito aos locais de passeios, como bares e restaurantes, e como adquirir o ingresso para os jogos. O CAT do Aeroporto é o que tem recebido mais demandas, uma média de 500 por dia.

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