A VOLTA DE CAIO

Arthur Tadeu Curado encena "(M)Eu Caio, mais uma de amor" na Funarte

Arthur Tadeu Curado encena “(M)Eu Caio, mais uma de amor” na Funarte

Neste domingo (1º), às 20h30, a sala Cássia Eller, na Funarte Brasília recebe a única apresentação do espetáculo “(M)Eu Caio, mais uma de amor”, da Cia. Provisória de Teatro e o espetáculo tem entrada gratuita. A peça apresenta as facetas do ousado escritor, jornalista e dramaturgo Caio Fernando Abreu (1948-1996). Homossexual assumido, Caio foi a primeira personalidade brasileira a expor temas indiscutíveis à sua época, como, por exemplo, a Aids.

Meu-Caio-Foto-Raphael-HerzogO monólogo é encenado pelo ator Arthur Tadeu Curado, ator em espetáculos como “Dois de Paus”, “Complexo de Cinderela” e “Canção Para Dançar Sem Par”, e a direção fica a cargo de Carolina Vianna. A peça expõe a solidão, o amor e a morte, em dramaturgia construída por com base nos contos, crônicas e cartas do escritor. Ao invés de uma adaptação de textos de Caio, o espetáculo retrata as angústias e experiências vivenciadas e escritas por ele.
Para produzir o espetáculo, Arthur e Carolina viajaram a Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo em busca de informações a respeito da personalidade do escritor. “Caio era uma pessoa de amigos de verdade. Todos os entrevistados se emocionaram ao falar sobre ele”, relembra Arthur. Foram entrevistadas personalidades como, Grace Gianoukas, Paulo Dip, Marcos Breda, Gilberto Gawronski, entre outros.
Eu, Caio
Considerado um fenômeno da literatura e do jornalismo brasileiro, o escritor Caio Fernando Abreu viveu e escreveu compulsivamente, e morreu com o desejo de continuar a escrita. Em seus textos, Caio apresenta a fragmentação das relações amorosas, o fim das utopias e a impossibilidade do amor. “A experiência de montar esse espetáculo tem sido profundamente transformadora. Caio mexe com a gente”, diz a diretora. Perseguido pela Ditadura Militar, o escritor gaúcho expôs em suas palavras relações profundas com a realidade e com o momento histórico vivido. Seus textos continuam tão atuais que, nas redes sociais, vários perfis foram criados com o seu nome como uma maneira de manter vivas as obras do escritor.
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