TRÊS VEZES FERNANDO

FernandosHomeDizem que Fernando significa inteligente e protetor. Há quem diga que os caras que têm esse nome são românticos, com muito amor para dar, divertidos, que querem que todos gostem dele e, por isso, não economizam no seu jeito gentil e simpático. Eles gostam de ser o centro das atenções e buscam apenas o melhor da vida, que, na visão deles, é dinheiro, poder e sucesso. Essa definição cai como uma luva para os três personagens desta matéria, os empresários Fernando Borges, Fernando Ewerton e Fernando Japiassu. Em comum, o tino empresarial, a paixão pelo esporte e a alegria de viver.

Fernando Borges, Feio

Fernando Borges, Feio

Borges: “Nasci para festejar”

Fernando Borges, 32 anos, brinca que, quando nasceu, o mundo estava em festa e, a cada aniversário, o Planeta comemora com fogos de artifícios e champanhe. Nascido no dia 31 de dezembro, o empresário vê neste fato a origem de seu espírito festeiro. “Nasci para festejar”, diverte-se ele, que, na sociedade, é conhecido como Feio. O cara é jovem, bonito – apesar do apelido contraditório -, e atua no show business desde os 16 anos de idade. É dono da F2 Entretenimento, famosa pela realização de grandes shows e festas na capital federal. “Comecei com treze anos, na verdade, naquelas festinhas americanas, mas aos quinze já estava envolvido com matinês de boate”,  relembra Borges, que é empresário de formação e hoje já expande seus negócios para capitais como Rio, Belo Horizonte e Salvador.

Para 2014, Borges adianta que tem muita coisa boa vindo por aí. O foco do seu trabalho para este ano de Copa do Mundo será a música popular brasileira, que, segundo ele, vai além do que se condicionou como MPB. “Estou investindo na nova cara da nossa música, sem deixar de lado o Caetano Veloso, mas trazendo esses novos artistas que tem feito a cabeça da galera”, ele explica. Já para a Hög Club, a aposta está nas atrações internacionais. “Estamos em um ponto bem localizado, dentro de um setor hoteleiro. Temos que agregar esse valor”, diz ele, que espera também poder se dedicar a um projeto mais ousado neste novo ano. Ele, que é diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e integra a nova chapa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Distrito Federal (Abrasel-DF) e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Distrito Federal, quer investir em cultura e educação. “Brasília tem essa coisa da mistura de várias tribos. Acho que o entretenimento pode e deve vir com uma pegada mais educativa”.

Apesar do trabalho não parar, Feio está decidido a se dedicar mais a vida pessoal. Ele, que sempre foi um cara da noite, hoje tem se policiado para deixar as festas apenas no campo profissional. Após o nascimento da única filha, Maria Fernanda, hoje com nove anos de idade, foi transformando o badaleiro em um cara mais caseiro. “Fui pai aos 22 anos, mas até os 28 insistir em manter o pique de baladas. Mas aos poucos a gente vai percebendo que as coisas precisam evoluir”, argumenta ele. Hoje, quando não está nas madrugadas a trabalho, prefere programas como cinema, teatro ou um simples churrasco de família. Além disso, se dispôs a retomar uma prática antiga que lhe dá muito prazer. “A vida inteira nadei, fiz luta, fui atleta. O trabalho, as viagens, tudo isso foi tomando espaço do esporte. Mas agora o corpo está pedindo”, garante ele.

 Fernando Ewerton

Ewerton: “A fase do oba-oba passou e vi que a brincadeira era cara demais”

Considerado um dos melhores partidos da nova geração de brasilienses, jovem Fernando Ewerton é bonito, simpático, atlético e rico. Aos 25 anos, o cara é solteiro, embora raramente esteja sozinho, e casamento não está nos seus planos. Está naquela fase de curtir a vida, mas também está focado em trabalhar. Apesar das aparências, Fernando não se encaixa 100% no rótulo de playboy, que o fato de ser dono do bar Duetto e da boate Mokai, no Pier 21, reduto de jovens endinheirados, ajudou a consolidar. Segundo ele, a inauguração do empreendimento, há pouco mais de um ano, veio do desejo de, sendo tão habitué da noite, ter o seu próprio parque de diversões. “Mas a fase do oba-oba passou e eu vi que a brincadeira era cara demais. Ser empresário da noite não vai me deixar rico, mas ajudar meu pai a tocar os negócios da família pode”, assume o rapaz, que dá duro nas empresas da família, que conta com três concessionárias da marca Mitsubishi, três lojas da rede Calvin Klein, uma da Tommy Hilfiger.

Na concessionária que administra, Fernando dedica em torno de oito horas de seu dia; ao bar e à boate, não deixa de dar atenção, mas prefere evitar o expediente noturno. “Os clientes das concessionárias são fazendeiros, médicos, advogados, políticos. No bar, a clientela é aquela que quer se divertir, mas nem sempre de forma saudável”, ele admite.

Os carros, na realidade, são a grande paixão de Ewerton. E, ao mesmo tempo em que o lado empresarial assumiu grandes proporções, o rapaz conseguiu aliar o trabalho de venda de possantes com a porção esportiva do automobilismo. Como piloto, terminou o ano de 2013 como primeiro colocado em circuito de rally de velocidade, na categoria L 200 Triton ER Master do campeonato da Mitsubishi Cup. Ao lado do navegador Pedro Eurico, ganhou 15 das 21 provas realizadas ao longo do ano e subiu no lugar mais elevado do pódium.  “A dedicação ao esporte foi decisiva para voltar o meu foco ao dia e reduzir quase que a zero a rotina noturna”, conta ele, que não consome mais álcool, parou de fumar e não malha menos que uma hora por dia, de domingo a domingo. A alimentação também ganhou um regime severo, que inclui refeições de três em três horas, sem carboidrato. “Tenho que ter muito condicionamento físico. Dentro do carro, a temperatura chega a 60°C e a gente perde em média 3kg por corrida, uma vez por mês, durante oito meses”, descreve o piloto, que, para 2014, foi promovido a categoria L 200 Triton RS Master.

Fernando Japiassu

Fernando Japiassu

Japiassu: “Aos 48 anos, dou banho em muito galalau”

 O baiano candango Fernando Japiassu também soube unir a paixão pelo esporte ao empreendedorismo. Começou na canoagem na década de 80 e chegou a ser campeão na mesma época em que abriu a sua primeira loja voltada para o universo náutico, a Tubarão Náutico, que virou Canoa Verde e foi se tornando Summershop, essa grande rede de moda praia, especializada em fabricação de sungas e biquínis. “Ao mesmo tempo que competia, eu vendia caiaques, remos, coletes, racks, acessórios e vestimentas náuticas. Aos poucos, as roupas de mergulho, sungas, biquínis e camisetas foram se tornando procuradas e foi quando fiz uma uma repaginação na loja”, conta ele, que hoje está á frente de uma das marcas mais bem-sucedidas do Brasil, com parceria de quase 20 anos com a Cia. Marítima. Hoje, são sete lojas ao todo, cinco da Summershop e duas da grife feminina nacional.

Casado há 15 anos e pai de três filhos entre cinco e onze anos de idade -, hoje Japiassu controla sua agenda para poder conciliar as atividades empresariais, esportivas e familiares. Ele, que já fez duas faculdades ao mesmo tempo e já foi bancário e policial civil, afirma que tira de letra. “Sempre fui participativo e gosto de atuar em várias tarefas ao mesmo tempo”, diz ele, que acumula títulos nacionais e internacionais, como o sétimo lugar no mundial de canoagem oceânica com mais de 380 atletas de 38 países em Portugal, e o de quarto colocado no pan-americano de caiaque polo. “Aos 48 anos, dou banho em muito galalau. Com a idade, a musculatura vai amadurecendo e o condicionamento físico também traz vantagem”, explica.

Na juventude, Japiassu, que era bancário, formou com pioneiros a primeira associação de canoagem no Distrito Federal. “Fui o primeiro presidente da Federação Brasiliense de Canoagem, que gerou a Confederação Brasileira”, conta ele, que, paralelamente, é conselheiro na Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) e diretor no Sindicato das Indústrias do Vestuário do Distrito Federal (Sindiveste- DF).  Como empresário, ele diz travar uma batalha diária na gestão de pessoas por causa da dificuldade de mão de obra qualificada. “Crescer é fácil, mas desenvolver é mais complexo. O desafio é fazer com que todas as empresas progridam naturalmente, graças ao excesso de deveres dos empresários e direitos do empregado”, finaliza.

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