OS ASTROS DA CAPITAL

AstrosDaCapitalBrasília é celeiro de grandes nomes que brilham no cenário nacional completamente fora do ambiente político. A capital exporta talentos no esporte, na música, na moda e principalmente na dramaturgia. Não é de hoje que vários brasilienses integram o estelar elenco de atores que brilham nas novelas. A atriz Françoise Fourton, por exemplo, foi uma das pioneiras, despontando para a fama na década de 70 e permanecendo na ativa até hoje: aos 55 anos, está no ar em “Amor À Vida”, exibida no horário nobre da Rede Globo. A trama de Walcyr Carrasco, aliás, representa um marco, ao trazer, em seu núcleo principal, três jovens talentos que tem a capital federal no DNA: os galãs Mateus Solano, Juliano Cazarré e Rainer Cadete.

O mau é muito bom

Foto: Sergio Santoian

Foto: Sergio Santoian

Pouca gente sabe, mas a grande sensação da atual novela das nove da TV Globo nasceu em Brasília. Filho de diplomata, Mateus Solano veio ao mundo, há 32 anos, na capital federal, mas se considera um cidadão do mundo: ainda criança, logo se mudou para o Rio de Janeiro, onde foi criado, e teve moradia em Washington (EUA) e Lisboa (Portugal). “Eu gosto de conhecer pessoas diferentes, lugares diferentes isso para o ator é muito enriquecedor, traz muita humanidade para os personagens. Como ser humano isso traz uma visão mais aberta das coisas e das pessoas, um entendimento maior”, declarou o ator à reportagem da revista “Mensch”.

O intérprete da “bicha má” Félix é formado em artes cênicas na Universidade São Judas Tadeu, além de ter cursado o Tablado e feito um estágio na prestigiada companhia francesa Théâtre du Soleil. Em mais de 12 anos de carreira, baseada principalmente no teatro, Mateus já atuou em quase 30 peças – como “Tudo é permitido”, que passou por Brasília em 2006 -, enquanto fazia pequenas participações em obras de tevê como as séries “Linha Direta”, “Sob Nova Direção”, “Faça Sua História” e “Casos e Acasos”, além de novelas como “Paraíso Tropical”, em que chegou a interpretar dois papéis diferentes em momentos distintos sem qualquer ligação um com o outro. Situação que se tornaria impossível a partir do momento em que teve o destaque e o reconhecimento merecidos na minissérie “Maysa – Quando Fala o Coração”, interpretando Ronaldo Bôscoli. Depois da minissérie, entrou para o elenco da novela “Viver a Vida”, como os gêmeos Jorge e Miguel, e não saiu mais da lista restrita de protagonistas de novelas. Solano foi um cientista em “Morde & Assopra”, um político em “Gabriela” e agora conquistou o Brasil como um vilão tão mau que mostra o quanto o ator é bom.

CURIOSIDADE: Antes de o público sequer saber seu nome, Mateus Solano já era um rosto conhecido do grande público graças às propagandas da operadora Oi. Era ele o cara que se tornava um “ligador”. Lembram?

Pássaro longe do ninho

JulianoCazarreA certidão de nascimento de Juliano Cazarré traz Pelotas (RS) como cidade natal. Ele, entretanto, veio para Brasília ainda bebê e foi por aqui que se criou. O intérprete do co-protagonista Ninho, aliás, só se mudou da capital federal há dois meses, após dois anos de idas e vindas entre o Aeroporto JK e o Projac. Levou consigo a esposa Letícia e os filhos Vicente e Inácio. “Minha cidade, a minha casa, é Brasília. Difícil me adaptar a outro ambiente”, ele declarou em sua entrevista exclusiva à revista “Narciso”.

Filho do conhecido escritor Lourenço Cazarré, Juliano formou-se em artes cênicas na Universidade de Brasília (UnB), entrou no teatro participando de montagens sob direção de Hugo Rodas e no cinema pelas mãos premiadas de José Eduardo Belmonte, que o colocou em evidência no longa “A Concepção”, filmado em Brasília. No teatro, Juliano teve visibilidade por meio da peça “Adubo ou A Sutil Arte de Escoar Pelo Ralo”, de Rodas, que rodou o Brasil e recebeu elogios públicos de ninguém menos que Fernanda Montenegro. No cinema, após uma pequena presença no clássico “Tropa de Elite”, recebeu indicação ao prêmio de melhor ator no Festival de Gramado pelo filme “Nome Próprio”, em 2007. Além disso, teve destaque nos filmes “A Festa da Menina Morta”, “Bruna Surfistinha, “Assalto ao Banco Central” e no internacional “360”, filmado em Londres, na Inglaterra.

 Já a estreia na TV foi em “Alice”, série que a HBO Brasil começou a exibir em setembro de 2008, antes de surgir na Rede Globo nas séries “Som e Fúria” e “Força Tarefa”. O seu grande boom veio em 2011, quando fez o vilão Ismael de “Insensato Coração”, consolidado no ano seguinte ao dar vida ao analfabeto Adauto na novela “Avenida Brasil”, revelando-se um dos grandes destaques da trama.

CURIOSIDADE: Juliano Cazarré também é escritor. No ano passado, lançou o livro de poesias “Pela Janela” e tem roteiros prontos para alguns filmes. Um conto seu deu origem ao curtametragem “Ana Beatriz”, de Clarissa Cardoso, rodado em Brasília.

Cadete no ofício da arte

rainer-cadeteRainer Cadete nasceu em Brasília, mas, por conta do casamento de sua mãe, mudou-se com a família para Roma, na Itália, onde estudou italiano, francês, inglês e latim, além de frequentar aulas de pintura e piano na Escola Dante Alighieri. Ao retornar a capital federal, o ator se matriculou em um curso de teatro de três anos com a professora Adriana Lodi. Em 2005, mudou-se para o Rio de Janeiro para frequentar a Oficina de Atores da Rede Globo e a Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). A estreia na TV foi na novela global “Caras e Bocas”, onde deu vida ao personagem do protagonista Malvino Salvador na juventude, e logo emendou em “Cama de Gato”, no mesmo ano. Após um hiato de quatro anos, está de volta no elenco da novela “Amor à Vida”, interpretando o advogado Rafael. Ele, que tem apenas 26 anos, sofre na trama pelo preconceito por ser jovem demais, mas revela que sempre foi precoce: entrou na faculdade de psicologia aos 17 anos e, aos 19, foi pai. “Sou precoce, não me prendo pela idade, mas sei que tenho muito o que aprender”, declara Cadete – sobrenome, aliás, que, na linguagem militar, remete a um oficial.

CURIOSIDADE: Rainer – que nos documentos assina Rhayner, mas optou pela versão mais simples do nome  para se apresentar – é amigo pessoal das cantoras Ana Carolina, Maria Gadu e Ellen Oléria. O ator aproveitou o período em que se recuperava de uma cirurgia, em Brasília, para compor uma música, “A Sétima Canção”, com clipe foi lançado no Youtube. “A música veio na cabeça. Eu cantava na igreja quando era pequeno, mas não tenho a pretensão de ser cantor”, disse, recentemente, em entrevista à revista “Caras”.

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