O DRAMA DA IMPOTÊNCIA

impotencia-sexual-masculino-tratamiento“Será que ela acreditou que foi a primeira vez?”, ele se pergunta. ” E se o problema for comigo?”, ela questiona. Quem nunca viveu uma situação semelhante a essa? Atire a primeira pedra aquele que nunca passou por isso. Homens de todas as idades e orientações sexuais vivem esse dilema todos os dias. Muitos já assumem, encaram o lapso numa boa. Conversam sobre o assunto com os amigos em mesa de bar, discutem o drama com seus parceiros de ambos os sexos como quem relata uma batida com o dedão do pé na quina da mesa. Por outro lado, o machismo ainda é forte na sociedade e faz com que o tema continue sendo um tabu. Afinal, o macho alfa narcisista não pode demonstrar vulnerabilidade em sua imagem de eterno vigor físico e sexual. Mas a capacidade de se manter sempre alerta não envolve apenas virilidade, confundindo-se muitas vezes o bem estar fisiológico com o psicológico.

A perfomance íntima de um homem está carregada de emoções que se perdem muito na pressão social machista, que, mesmo em um mundo mais tolerante, hoje acompanha os avanços tecnológicos que fazem do macho ativo quase um robô, sempre ligado com o trabalho, conectado praticamente 24 horas por dia com vários assuntos ao mesmo tempo. Trabalhar, cuidar da forma física, estar com os amigos, atender a família, ganhar dinheiro, ter o carro do ano, estar alinhado com a moda, ter um estilo de vida saudável, dormir bem, lidar com os sentimentos relacionados à pessoa que conduz até a cama. É muita informação para uma cabeça sempre em movimento que fatalmente vai atingir a outra cabeça. Não é à toa que a expressão “relaxa e goza” está sempre em evidência.

Acontecer de ficar literalmente na mão com o seu melhor amigo, de vez em quando, não deve ser motivo de grande preocupação. Médicos recomendam que o paciente observe se frequentemente acorda com ereção. Acordar batendo continência é uma reação relacionada aos mecanismos de suprimentos do sangue durante o sono e não na excitação sexual. Se isso acontece, geralmente significa que a principal causa pode não ser orgânica. A coisa começa a gerar dor de cabeça quando passa a ser recorrente. Nesse caso, talvez seja o momento de dividir o drama com alguém, seja o (a) parceiro (a), o melhor amigo ou um especialista em saúde. No primeiro momento, vale a pena começar por um psicólogo. Principalmente se você sentir que está estressado, ansioso ou deprimido. “Muitas vezes a falta de controle ejaculatório é um grande vilão. Por medo de ejacular depressa demais, de não dar prazer e não conseguir a penetração considerada ideal, o homem ansioso tem o desempenho comprometido, em especial nas relações ocasionais”, avalia a psicóloga Alessandra Oliveira.

Se uma boa terapia não levar o astral do seu fiel companheiro, então é hora de buscar ajuda médica. Segundo estudos realizados pelo Instituto H. Ellis, os homens demoram a procurar ajuda, devido à dificuldade de vencer a inibição e procurar um médico para tratar do assunto. A popular brochada pode ser uma disfunção orgânica vascular de origem arterial, hormonal ou resultado de alterações na anatomia do pênis, como ocorre na doença de Peyronie. No primeiro caso, o tratamento não é nenhum bicho de sete cabeças. Pode ser corretivo, usando-se medicamentos e exercícios, ou preventivo, evitando elementos que proporcionem as falhas técnicas, como o tabagismo, o uso de álcool e outras drogas, que figuram na lista principal de causadores da disfunção erétil. “Alguns medicamentos utilizados para controle de pressão arterial, antidepressivos e diuréticos também são inibidores da potência sexual plena”, orienta o urologista Márcio de Carvalho, da Sociedade Brasileira de Urologia.

O importante é ter em mente que a impotência quase sempre tem cura. Vários recursos estão à disposição do homem, seja por meio de uma boa terapia até medicamentos acessíveis, injeções e próteses sofisticadas (indicadas para pessoas que têm disfunção erétil de causa irreversível, como diabetes, obstrução das artérias do pênis, lesões neurológicas. Existem algumas suposições também: há quem afirme até que a melancia funcione melhor que a pílula azul depois que pesquisadores da Universidade do Texas identificaram que um nutriente da fruta, a citrulina, agiria de forma semelhante ao princípio ativo do popular remédio. Mas, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, ainda é pura especulação. “O fato é que uma boa alimentação é ideal para prevenção de qualquer doença”, recomenda a nutricionista Luciana Mendonça. Para a psicóloga Alessandra Oliveira, fica a lição mais importante: “Falhar na hora H dá medo, mas sentir medo é um dos maiores responsáveis pela impotência sexual masculina”.

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