FAVAS CONTADAS

Com Rui Vilhena, Brasil e Portugal se unem por meio de um autor de novelas

Com Rui Vilhena, Brasil e Portugal se unem por meio de um autor de novelas

Em pleno Ano Brasil Portugal, um intercâmbio interessante está prestes a ser concretizado na teledramaturgia nacional. O autor de novelas Rui Vilhena, considerado um dos maiores novelistas de Portugal, vai estrear no horário das 19h da Rede Globo ainda este ano. E não estamos falando de um mero roteirista, não. O cara foi responsável por grande parte dos maiores sucessos de audiência da tevê lusitana, chegando a parar o país no último capítulo de sua trama em situações vistas raramente por aqui nos últimos tempos – antes do fenômeno “Avenida Brasil”, o feito havia ocorrido quase vinte anos atrás, em 1995, com a revelação do assassino de “A próxima vítima”. O que pouca gente sabe, na verdade, é que Rui não é nenhum estrangeiro por aqui. Afinal, embora tenha nascido em Moçambique, o escritor foi criado no Rio de Janeiro. “Lá em Portugal, eu era tratado como brasileiro e, aqui, fui recebido como um português”, ele se diverte.

DSC_0800Rui recebeu a reportagem da REVISTA NARCISO no hotel em que está temporariamente instalado no Leblon, já que seu CEP oficial ainda é o de Portugal, onde vive sua esposa.  A chegada do dramaturgo de 51 anos na Globo ocorreu em um momento em que a emissora buscava novos profissionais da escrita folhetinesca e sua experiência foi providencial. Até porque Vilhena foi o autor de um grande feito: em Portugal, suas novelas eram as únicas que tiravam a audiência das produções globais exibidas por lá. “Sempre teve um abismo muito grande entre as novelas daqui e as de lá e isso fazia com que as brasileiras fossem mais assistidas. Eu criei essa ponte”, conta o pai de grandes sucessos como “Terra Mãe” (1998), “Ninguém como Tu” (2005), “Tempo de Viver” (2006), “Vila Faia” (2007), “Olhos nos Olhos” (2008) e “Sedução” (2010).

Contratado pela emissora carioca há dois anos,  Rui já tem um trabalho assinado com o consagrado Aguinaldo Silva: na novela “Fina Estampa”, eram dele a maioria dos diálogos que aconteciam na mansão da vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni), onde quem reinava mesmo era o divertido e afetadíssimo mordomo Crô (Marcelo Serrado) – que, de tão bem–sucedido, gerou um spin off, ou seja, saiu da trama e agora virou protagonista de filme. “A indústria televisiva portuguesa não tem o poder financeiro da brasileira, mas eu sempre ousei, como quando, por exemplo, escrevi um desastre aéreo e um ciclone. Vir para o Projac hoje é um reconhecimento do que construí lá fora. E agora vou poder explorar ainda mais minha criatividade”, ele se empolga.

Vilhena ainda mantém o mistério sobre a trama que irá marcar seu primeiro voo solo na Globo. Ele despista, alegando que ainda não tem o horário de exibição definido, já que a faixa de exibição interfere muito na construção da história. “Só sei que não estarei no horário nobre, o que é um caminho bem natural. Como estou acostumado a escrever tramas mais densas para o último horário, vou precisar dessa definição para desenvolver a criação”, desconversa. Aos amantes da teledramaturgia, só resta esperar os próximos capítulos.

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