HOMEM SOB MEDIDA

João Camargo - crédito IFF FotografiaO que tem em comum os atores Rodrigo Lombardi, Bruno Gagliasso, Daniel Boaventura, Luciano Szafir, Júlio Rocha e Marcos Pasquim? E os cantores Diogo Nogueira, Frejat e Toni Garrido? E o apresentador Rodrigo Faro, o jogador Cafu e os modelos Jonas Sulzbach e Miro Moreira? Todos eles são ícones de estilo e elegância e vestem ternos confeccionados com exclusividade e sob medida pelo alfaiate João Camargo, muitos deles desfilando, pelo menos uma vez por ano, as coleções da Camargo Alfaiataria, marca que o empresário de 38 anos transformou em um império.

camargo-alfaiataria-13João Camargo é o cabeça de um império que contempla uma fábrica e duas lojas. A terceira, em Brasília, foi fechada no shopping Iguatemi, mas, em palestra no evento de casamentos Luxo de Festa, na capital federal, o empresário já anunciou que vai abrir uma maior, no Lago Sul. Mesmo assim com tanto prestígio, ele ainda atende, pessoalmente, cerca de 200 homens todo mês. Talvez esteja aí o segredo para ostentar um rol de clientes de dar inveja a qualquer estilista: Camargo tira medidas, auxilia na escolha de tecidos e no corte individual, sem tirar o olho de todo o processo de criação das roupas que levam sua grife. Além disso, presta consultoria aos noivos, como, por exemplo, orientando a postura que valoriza a roupa e o corpo no momento da foto e na hora de abraçar os convidados. “Apesar de todo o glamour que envolve o metiê dos artistas, percebi que eles gostam de ser tratados como pessoas normais. E eu os trato, com a mesma dedicação, eles e os clientes mais comuns”, revela o alfaiate, que é casado há 15 anos e pai de quatro filhos.

camargoalfaiataria-puntadellesteCamargo é um dos poucos que ainda exercem esta profissão. Ainda criança, descobriu a profissão, quando trabalhava como estoquista em uma loja de roupas masculinas gerenciada pelo pai. Além disso, passou por duas das maiores casas de moda para homens do Brasil: Bruno Minelli e Ricardo Almeida. Até que, em busca de um trabalho de mais exclusividade em tempos de banalização das marcas, criou, em 2005, a Camargo Alfaiataria. “A figura do alfaiate perdeu um pouco da força na década de 80. O prêt-à-porter quase enterrou de vez a roupa feita sob medida, quando a cultura americana trouxe à tona o que hoje chamamos de fast fashion. Mas a crise econômica resgatou a elegância”, observa ele, frisando que esses novos tempos trouxeram o homem para um lugar mais individual, com mais cuidados com a beleza. “O cara malha buscando mais harmonia nas formas do corpo do fisiculturismo, vai ao cabeleireiro, faz tratamento estético e também quer roupas mais proporcionais ao seu shape”, reforça o estilista, que, em sua agenda lotada e espremida, em que atende cerca de 15 clientes por dia, incluindo viagens para atendimento in loco, ainda treina jiu-jitsu.

camargo001O início da Camargo Alfaiataria foi na base da simplicidade. De uma equipe restrita a um sócio de vendas, um cortador e dois alfaiates, passou a um grupo de 50 pessoas. Um terno feito sob medida em seu ateliê não sai por menos de R$ 4,5 mil. Segundo João, o trabalho é minuscioso e delicado. Por causa disso, hoje, o atendimento personalizado, com peças criadas a pedido, será mantido apenas em uma das lojas de São Paulo. Na outra loja, João vende trajes semiprontos, faltando apenas algum ajuste que pode ser feito na hora por uma equipe de alfaiates. Esses modelos vêm com um custo menor, a partir de R$ 1,9 mil. No novo ateliê que pretende inaugurar em Brasília, Camargo promete uma espécie de clube privê. “Vislumbro um espaço em que o homem possa vivenciar o lifestyle da marca com charutos, whisky e jogos”, adianta. “Afinal, o nosso maior produto é a confiança”, resume.

Jão Camargo e alguns dos modelos que desfilaram sua coleção - crédito IFF FotografiaEstilo
A descontração do brasileiro, que vive “em um país tropical, abençoado por Deus e pela natureza”, fez o homem abrir mão da gravata e do paletó. Mas, segundo Camargo, ainda há e sempre haverá espaço para a elegância do traje completo. O alfaiate faz valer a máxima de que o bom terno – aquele que deixa o homem com o combo elegância, sofisticação e virilidade – precisa vir acompanhado de uma postura impecável e em harmonia com todos os elementos que compõem o visual. Segundo ele, a roupa do homem deve ser do tamanho dele, sem a falsa ilusão de que uma roupa larga disfarça o corpo fora de fora. “O traje ideal tem que casar com o biotipo do brasileiro. Não pode ser tão largo quanto o dos americanos e nem tão justo quanto o dos europeus”, ensina.

 

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