GERENCIO SUAS FINANÇAS

coaching-financeiroO advogado brasiliense Gustavo Brandão, de 34 anos, vive no vermelho. Uma situação incoerente para quem, nos últimos cinco anos, teve aumento de quase 100% da sua renda mensal após a aprovação em um concurso público. De lá pra cá, o seu consumo também sofreu considerável alta. Mudou-se do Guará para o Lago Norte, trocou um automóvel nacional fabricado no ano de 2007 por um de 2012, renovou seu guarda-roupas, mudou de academia de ginástica, trocou de smartphone quatro vezes, fez uma viagem internacional por ano (com direito a pelo menos três países por vez) e intensificou o valor das suas contas nos bares e restaurantes da capital federal. Tudo com base no cartão de crédito, consumindo primeiro para pagar depois. “Acho normal. Não conto com muita sobra no fim do mês, mas não deixo de viver aquilo que me dá prazer e também não fico devendo ninguém”, justifica Gustavo, que é um bom exemplo de que o homem contemporâneo tem tido remunerações cada vez melhores, mas, com o maior poder aquisitivo, vem também os gastos maiores.

Pesquisas recentes confirmam que, no sexo masculino, o ato de comprar também é sinônimo de bem-estar, desejo, prazer e sucesso. Essa realidade milenar ganha força com o atual momento da economia – em que as facilidades de crédito são abundantes e as novidades tecnológicas bombardeiam a publicidade. Para evitar o descontrole financeiro, é preciso voltar os olhos para a carteira. Um bom planejamento financeiro é o grande remédio para prevenir situações emergenciais que prejudiquem a conta bancária. “Não tenho o hábito de ficar fazendo contas. Matemática nunca foi meu forte, muito menos a financeira”, confessa o advogado, revelando uma realidade muito comum na sociedade moderna. A administração do dinheiro realmente não é uma tarefa muito fácil para a maioria dos brasileiros. É por isso que existe no mercado mecanismos disponíveis para dar este auxílio.

O economista Rogério Olegário atua há alguns anos como consultor financeiro e aponta que sua clientela aumenta a cada dia. “As pessoas estão cada vez mais endividadas e necessitando de ajuda. Nosso trabalho é despertar nela o desejo de mudar e encontrar as causas desse descontrole financeiro. Mas já posso adiantar que o maior vilão do gasto excessivo é a falta de cuidado com o cuidado”, observa o especialista. Segundo Olegário, esse “cuidado” não é figura de linguagem; deve ser levado ao pé da letra, dedicando tempo para observar as entradas e saídas na conta bancária todos os dias. “É como escovar os dentes: pare três vezes ao dia, faças as contas, avalie as prioridades, veja em que está gastando mais ou menos, cuide da saúde do seu bolso”, ele ensina.

Planejamento não significa ser refém das calculadoras ou planilhas de Excel nem da obrigação de cortar gastos e abrir mão dos prazeres da vida. Os especialistas recomendam o equilíbrio e a adoção de metodologias aplicáveis. Nesse sentido é que a orientação profissional surge como um novo fôlego. “Não recomendo a nenhum cliente que deixe de almoçar fora todo fim de semana se eu identifico que essse hábito tem um grande valor na sua vida social. ou pagar caro um canal de TV por assinatura se estou diante de uma pessoa caseira que adora assistir bons filmes. O que apontamos é uma forma de conciliar esses prazeres com seu orçamento”, explica o consultor.

Uma novidade tecnológica foi lançada recentemente. Trata-se do GuiaBolso (encontrado no endereço http://www.guiabolso.com.br), primeira plataforma online e gratuita de gestão financeira que auxilia na resolução de dívidas e na tomada de decisões econômicas. Com o objetivo é ajudar na diminuição da inadimplência, a ferramenta foi idealizada por dois ex-consultores da McKinsey & Company, o norte-americano Benjamin Gleason e o brasileiro Thiago Lobato Alvarez, que garantem: a plataforma pode trazer uma economia de até 10% nos gastos mensais.

O funcionamento é simples. Ao se cadastrar, o usuário informa a renda, principais despesas, dívidas, compras parceladas, etc. O sistema então traz um panorama da situação geral do usuário, definindo-o de acordo com quatro perfis financeiros: em apuros, no limite, poupador e investidor. A partir dessa classificação inicial, a plataforma gera recomendações específicas à situação de cada usuário. Além disso, o sistema também identifica oportunidades para cortar gastos, mantendo as contas dentro da renda mensal e comparando com outros usuários que conseguiram mudar seu perfil financeiro. Segundo Thiago Alvarez, os perfis foram criados após extensa pesquisa, análise e interpretação das necessidades financeiras dos consumidores feita pelo próprio GuiaBolso. “Todas as informações financeiras dos usuários são sigilosas e protegidas por rigorosos padrões de segurança, garantindo a privacidade”, assegura o consultor.

O GuiaBolso também incentiva o usuário a organizar as contas de forma que seja possível poupar ou investir, planejando assim o futuro. Esse, inclusive, é um ponto forte no discurso do economista Rogério Olegário, que atua na Libratta Finaças Pessoais, em Brasília. Ele ensina que, antes de qualquer retirada no orçamento para despesas mensais ou do dia a dia, é preciso separar uma quantia para poupança ou mesmo investimento. “Se todo cidadão entendesse a importância de fazer uma reserva financeira e criasse o hábito de poupar, nunca seria pego em uma situação de emergência”, explica o consultor, que orienta seus clientes sobre as melhores opções de investimento de capital no mercado financeiro.

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