O FILHO PRÓDIGO SEMPRE VOLTA

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O goiano Yuri Fernandes teve participação tão marcante no BBB 12 que retornou na edição seguinte

Quando decidimos produzir esta edição especial Goiás, o primeiro item a ser batido o martelo foi que o atleta goiano Yuri Fernandes reunia tudo aquilo que queríamos para representar o legítimo homem goiano: forte, decidido, talentoso, apegado às raízes e apaixonado. Pela vida, pela família, pelo trabalho, pelas mulheres, por sua terra natal. Na semana do Natal, o ex-BBB estava de férias em Goiânia, curtindo os familiares e os amigos após um ano de muito trabalho envolvendo treinos e lutas em octógonos de MMA e eventos diversos, como desfiles, aparições em festas e shows – este último fruto de sua participação marcante na décima segunda edição do Big Brother Brasil, no início do ano. Ao receber nosso convite para a reportagem principal deste número da REVISTA NARCISO, ele atendeu prontamente e abriu espaço na sua agenda para a produção do trabalho antes de partir para um novo compromisso profissional. Numa tarde de sexta-feira, fizemos as fotos na capital goiana e a entrevista. Para nós, seria tudo, já que não imaginávamos que, na primeira semana do ano, Yuri seria surpreendido por um telefonema que mudaria novamente sua vida. “Me despedi da Maroca no reveillón, no Nordeste, já sabendo que ela entraria novamente no programa juntamente com outros cinco veteranos, e parti para o Sul. Estava participando do Planeta Atlântida, quando me ligaram chamando para competir novamente no BBB. Só tive tempo de avisar minha mãe, larguei tudo e fui pro Rio, direto para o Projac”, conta ele, que entrou na casa mais vigiada do País pelo segundo ano consecutivo em substituição ao também veterano Kleber Bambam, que desistiu na primeira semana. Sua segunda passagem foi rápida, durou apenas um mês, e, novamente fora do BBB, no Rio – onde fixou residência – e em Brasília – na realização de um evento – tivemos novos contatos para atualizar a reportagem.

Yuri1 Ft Rubens CerqueiraYuri, 27 anos, entrou no Big Brother Brasil 13 bem no meio da primeira festa de sábado. Mal pisou na casa, já ganhou status de vencedor. O extenso fã-clube conquistado ao longo de um ano (são 64 mil seguidores no Twitter e 73 mil no Instagram) e a postura correta e amiga diante das colegas ex-participantes Maroca e Fani o colocaram no topo do ranking de popularidade. Entretanto, assim como na edição anterior, Yuri foi traído por si mesmo. Escorpiano legítimo, passional e intenso, não resistiu ao instinto natural de macho e – ele que ganhou o título de Mister Testosterona ao se envolver em cenas tórridas dentro e fora dos edredons com a gaúcha Laisa na edição anterior– caiu de desejo por outra legítima representante da terra do chimarrão, a também veterana Natália – e novamente houve muita sensualidade diante das câmeras. Há quem diga que as brigas constantes do casal e sua dita arrogância ao afirmar, embriagado, que já era o vencedor do programa o colocaram no paredão e fizeram com que deixasse a casa prematuramente por milésimos de diferença de seu oponente, o novato Marcello. “Eu tinha que ser confiante e querer o R$ 1,5 milhão. Se o Brasil é hipócrita e tira alguém assim de um jogo, fazer o quê?”, disparou ele, em entrevistas logo após a eliminação, no dia 5 de fevereiro deste ano.

Mas tudo bem. Do lado de fora da disputa pelo prêmio, Yuri sabe muito bem tirar proveito de sua fama, mesmo que ser famoso nunca tenha feito sua cabeça. Ele afirma que não buscou nenhuma exposição pública e que tudo aconteceu de repente, desde a primeira vez, quando o bem apessoado e tatuado rapaz foi abordado em um shopping de Goiânia por um produtor da Globo, que o convidou para um teste. “Foram duas oportunidades únicas que apareceram na minha vida! Eles que me acharam em ambas situações”, lembra. Desde o primeiro momento, Yuri atraiu para si as atenções na telinha. Na primeira edição, antes de mesmo de deixar o confinamento prévio no hotel, teve um vídeo íntimo polêmico divulgado na internet. No reality, logo se apaixonou pela colega de confinamento Laisa e protagonizou cenas tórridas de sexo e de ciúmes açucaradas com muitas lágrimas, ao mesmo tempo em que liderava com a namorada a panelinha que combinava votos no programa. Ele, entretanto, nega que tenha sido um vilão. “Nunca consegui jogar. Acharam que eu era vilão porque eu combinava votos e me acusaram de fingir ser sentimental, mas isso eu sou mesmo. Choro, brigo, faço as pazes, sofro, me alegro. Não tenho essa frieza de jogador não”, defende-se.

A amiga Monique Amim, que conheceu Yuri quando esteve com ele em seu primeiro confinamento, endossa que o cara que o Brasil conheceu no BBB é o mesmo que ela aprendeu a amar fora do programa. “Nas duas edições, entre erros e acertos, ele se entregou e foi ele mesmo. Mostrou que é forte, guerreiro e, ao mesmo tempo, muito frágil. Ele era a alma daquela casa, um amigo inigualável”, revela.

Yuri 2 FT Rubens CerqueiraTestosterona e adrenalina
Na primeira conversa com nossa reportagem, em dezembro, Yuri declarou que, caso voltasse para o BBB, somente não combinaria votos. “O restante faria igual”. E fez. Inclusive, viveu um novo romance dentro da casa. Pela gaúcha Natália, entretanto, não chegou a sentir uma paixão avassaladora. Tanto que, já do lado de fora, decidiu virar a página. “Curti com ela, mas analisei algumas coisas que ela disse dentro da casa estando comigo que não me agradaram”, ele declarou. Ainda assim, Yuri não acredita que um amor de BBB é como um amor de Carnaval, ou seja, não acaba no paredão assim como na quarta-feira de cinzas. “Acho que às vezes não dá certo por coisas da vida. Tanto é verdade que tem casais que saíram da casa e estão juntos até hoje. Eu continuei meu namoro (com a Laísa) aqui fora enquanto deu também”, explica ele que deixou o BBB uma semana antes da folia e pôde curtir a festança no Rio e em Recife. “Na ocasião, foi possível avaliar minha popularidade com o público feminino já na condição de solteiro”, conta.

O sucesso com as mulheres vem desde a adolescência, segundo os amigos. O próprio Yuri se gaba de ter conquistado as garotas que quis, embora não se ache o mais belo dos espécimes do sexo masculino. “Não me acho bonito, mas cuido da estampa e tenho um pouco de sorte”, argumenta. Segundo Guilherme Roriz, de 29 anos e amigo de toda a vida, Yuri era nas festas do BBB o mesmo nas baladas aqui fora. “Se tiver mulher e der moral, ele não tem tempo ruim: chega mesmo e curte a balada até o fim. E com relação às crises de ciúmes, a gente vê como proteção mesmo. Se está com ele, ele protege, cuida”, complementa. Guilherme revela também que o termo “big brother” define muito a personalidade de Yuri. “Esse cara tem um coração gigante que não cabe dentro dele. É um amigo pra todas as horas, um cara sem igual”, derrete-se o administrador goiano.

Guilherme conheceu Yuri ainda criança, na natação. Yuri despertou para o esporte muito cedo. Além da natação, praticou futebol, polo aquático, skate, muay thai, entre outros, até chegar no MMA, onde hoje treina na equipe Nogueira, dos irmãos Minotauro e Minotouro. “O contato com eles é incrível desde o início. Estou realizando um sonho e, assim que passar essa nova fase de euforia do BBB, vou focar minhas energias para honrar a Team Nogueira”, disse ele, que está decidido a retomar seus planos originais, que incluem continuar treinando e trabalhando naquilo que a fama pode proporcionar. “Vou retomar agenda de eventos, mas me dedicar ao MMA é o que eu espero. Treinar bastante pra estar preparado fisicamente e emocionalmente. Quem sabe também eu comece a fazer um programa relacionado ao esporte?”, insinua ele, que revela ser consumidor de livros ligados ao esporte e tem um forte desejo de conhecer a Tailândia.

Yuri 3 Ft Rubens CerqueiraRaízes goianas
Yuri Fernandes nasceu em Goiânia no dia 31 de outubro de 1985. Sobre a cidade, ele não poupa elogios. “Gyn é a minha cidade, meu lar, onde tenho o melhor de mim. Sinto falta do povo, da cultura, da comida e das baladas com as mulheres mais lindas”, enumera ele, que é apaixonado por pamonha e pequi. O atleta é filho de Claudia Fernandes, uma produtora cultural que foi mãe aos 16 anos de idade e adotou a maternidade com um misto de irmã mais velha. Para o rapaz, ser filho de uma mulher jovem e bonita – o padrastro Giovanni é poucos anos mais velho que ele – sempre foi motivo de orgulho. “É maravilhoso, porque ela é minha amiga, minha parceira e minha assessora. Tive a sorte dela ser produtora com uma super experiência e me ajudar muito na carreira”, revela. Do pai, o comediante goiano Juquinha (Divino Magalhães de Almeida), Yuri herdou o senso de humor e a arte de rir do próprio revés. ”Meu pai é um ídolo”, declara.

Desde criança, Yuri aprendeu a respeitar a diversidade humana. “Cresci em um lar onde sempre convivi com diversas pessoas e meus pais sempre mostraram pra respeitar as escolhas do próximo. Sem falar que os gays são sempre muito carinhosos comigo”, observa ele, que desmente a tese de que os homens goianos são marrentos e brigões dizendo que “goiano é sempre hospitaleiro e gentil” e não nega sua porção narcisista. “Sou vaidoso na medida certa, gosto de malhar, de tomar sol e deixar minha barba sempre em dia. Também sou antenado em moda, gosto de acompanhar o que está no momento. Mas sou mais básico”, finaliza.

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